MedicMais Paracatu · Diagnóstico de atendimento

Cheia de pacientes, vazia de relacionamento.

Leitura direta da conta na Poli Digital: 4.806 atendimentos e 5.364 contatos entre 25/mar a 26/ago/2026. O time atende, tem volume e roteia por especialidade. O que falta não é esforço — é a camada que transforma conversa em paciente recorrente: dono do contato, funil, cadastro, retorno.

78%

dos pacientes aparecem uma vez só

2.734 de 3.486 únicos

84%

dos atendimentos em 2 pessoas

Raquel + SIRLENE

6%

das conversas são Odonto

e ~70% do faturamento? — a confirmar

91%

conversas sem origem rastreada

não liga anúncio → paciente

Volume e natureza

O pico de maio foi ação deles, não demanda

O que chega sozinho é estável (~450–560/mês). Maio explode porque a clínica saiu atrás — e depois largou.

Atendimentos por mês

Total mensal — 25/mar a 26/ago. Maio é o outbound.

  • Mar170
  • Abr817
  • Mai2.073
  • Jun612
  • Jul535
  • Ago459

Natureza do atendimento (período)

Ativo é a clínica indo atrás; receptivo é o paciente chegando.

  • Receptivo54%
  • Ativo42%
  • Encaminhado4%
MêsReceptivoAtivoTotalNovos contatos
Mar1307170163
Abr565185817734
Mai437155920732800
Jun435148612356
Jul51223535308
Ago4581459364

Maio concentra 1.559 atendimentos ativos e 2.800 contatos novos — a mesma ação. O ativo cai para 1 em agosto: a alavanca de saída existe e está desligada.

Quando chegam

Dois picos por dia, e uma madrugada descoberta

Onde alocar gente e onde o bot ganharia mais.

Volume por hora do dia

Picos claros às 9–11h e 14–16h.

036912151821

Volume por dia da semana

Segunda e quarta puxam; fim de semana quase nada.

  • Segunda1.226
  • Terça574
  • Quarta1.327
  • Quinta999
  • Sexta391
  • Sábado105
  • Domingo44

Quem atende

Toda a recepção nas costas de duas pessoas

Raquel e SIRLENE somam 84% dos atendimentos — eficiência com risco de continuidade.

Atendimentos por atendente (período inteiro)

4.806 atendimentos, mar–ago.

  • Raquel46%
  • SIRLENE38%
  • Ieda9%
  • marcia3%
  • LIDIANE2%
  • medicinadotrabalho2%

Sem distribuição de fila nem backup formal, férias ou saída de uma delas trava a recepção. Não é excesso de gente — é falta de escala e de triagem automática nos picos.

Canal x receita

O canal está no serviço de menor ticket?

Hipótese a validar com a clínica: o WhatsApp é 86% Medicina, mas o faturamento seria majoritariamente Odonto.

Atendimentos por departamento

Como se dividem os 4.806 atendimentos — pelo campo de departamento de cada atendimento na Poli. Confere com o painel deles.

  • Medicina4.116 · 86%
  • Laboratório316 · 7%
  • Odontologia277 · 6%
  • Medicina do Trabalho97 · 2%

A tensão

Mix de conversa (dado real da Poli) x peso no faturamento (número da clínica, a confirmar).

6%

das conversas são Odonto

→

~70%?

do faturamento seria Odonto

número da clínica — validar

Antes de tudo, confirmar com o financeiro deles que o Odonto pesa ~70% do faturamento — é o número que sustenta este ponto. Se confirmado, temos a maior distorção do canal: o serviço que paga a conta é 6% das conversas, enquanto o WhatsApp está 86% em Medicina. Cada conversa de Odonto valeria ordens de grandeza mais — e ou acontece fora do canal (balcão, telefone, indicação), ou está subaproveitada. A alavanca é puxar Odonto para o WhatsApp e medi-lo.

Retenção

O paciente entra e some

78% dos pacientes únicos aparecem uma vez só. Numa clínica, o retorno é a receita mais barata.

Recorrência do paciente

Quantas vezes cada paciente único foi atendido (3.486 únicos).

  • 1 vez só78%
  • 2 vezes15%
  • 3 vezes4%
  • 4 vezes2%
  • 5+ vezes1%

Sem régua de retorno (lembrete de consulta, recall de exame, retorno de tratamento), cada atendimento morre no fim da conversa. A base de 5.364 contatos (100% com número válido) é um ativo parado.

Origem e marketing

Chega tráfego, mas sem rastro

Há origem paga — mas a conversa não guarda de qual anúncio veio.

Origem dos contatos

8,5% classificados como pago; a origem específica (qual anúncio) fica em branco em 91%.

  • Sem origem paga registrada91,5%
  • Pago8,5%

Sem o elo anúncio → paciente, não dá para dizer o que a verba gera. É exatamente o que a V4 precisa fechar para provar o marketing.

CRM vazio

A camada de relacionamento está desligada

A Poli tem CRM — a MedicMais usa só o chat.

Recurso de CRMUso hoje
Contato com dono/carteira0%
Funil / etapa (todos na mesma coluna)não usam
CPF cadastrado0%
E-mail cadastrado0%
Origem específica da conversa (qual anúncio)91% em branco
Avaliação do atendimento (nota)~1,5%
Departamento definido98%

Sem dono de contato, sem funil (todos na mesma coluna), sem CPF/e-mail numa clínica. Cada conversa termina no vácuo, sem virar cadastro, follow-up ou base de recall.

O que falta medir

Rigor antes de conclusão

Dois pontos precisam de instrumentação antes de virar número — não viram crítica.

Tempo de resposta real

O campo de “primeira resposta” da Poli mistura bot e humano e vem vazio na maioria, então não dá para afirmar se o atendimento é rápido ou lento — e por isso este relatório não acusa lentidão. Medir direito exige separar bot de humano e descontar horário útil.

O papel do bot

O bot da Poli não aparece nos relatórios de atendimento — só atendentes humanos. Ou ele triaga antes de virar atendimento, ou está subutilizado. Vale mapear o que resolve sozinho.

Processo V4

O caminho — em ordem de impacto

Do relacionamento à prova de marketing. Cada passo é medível pela própria Poli.

#AçãoResultado que destrava
1Régua de retorno (recall, retorno, lembrete)atacar os 78% que só vêm uma vez
2Puxar Odonto para o canal e medircolocar o serviço de maior ticket onde se mede
3Carteira: cada contato com um donofollow-up deixa de ser opcional
4Funil por etapa (agendado, compareceu, retorno)ver o paciente na jornada, não só a mensagem
5Cadastrar nome + CPF no contatovira base de recall e remarketing
6Distribuir fila + backup de atendentetirar a operação da dependência de 2 pessoas
7Marcar origem da conversa (qual anúncio)conectar anúncio → agendamento (hoje 91% em branco)
8Instrumentar bot + tempo de respostamedir o que hoje é invisível

Método

Como cheguei em cada número

Tudo sai do dado bruto da Poli, varrido inteiro — sem estimativa nem achismo.

De onde vêm os dados

Leitura direta da API da Poli (empresa 51923), varrendo todas as páginas de dois relatórios: atendimentos e base de contatos. É o dado cru, atendimento por atendimento — não é tela nem estimativa.

Receptivo × ativo

Cada atendimento tem um campo de tipo. No período: 54% receptivo, 42% ativo (puxado pela ação de maio) e 4% encaminhado. Nos meses recentes, quase tudo é receptivo — por isso o gráfico de natureza (período) e a leitura dos meses recentes dão números diferentes.

Os 78% que não voltam

Agrupei os atendimentos pelo id do paciente e contei quantas vezes cada um aparece — a maioria aparece uma vez só na janela.

Concentração e departamentos

Contagem por atendente (Raquel + SIRLENE ≈ 84%) e pelo departamento do atendimento (Medicina 86%, Odonto 6%).

CRM vazio

Percentual de contatos com CPF, e-mail, dono e origem preenchidos — praticamente zero em todos, exceto departamento (98%).

Por que não há tempo de resposta

O campo de 1ª resposta da Poli mistura bot e humano e vem vazio na maioria — dado furado não vira métrica, virou a lacuna a instrumentar.